sexta-feira, setembro 03, 2010

"...Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, tome a sua cruz e siga-me." Mc. 8.34.

...Uma ordem, Jesus deu uma ordem. E a nossa resposta aqui deve ser simples e curta: Sim, sim ou não, não, você escolhe.

Ele também não obriga ninguém, ele sugere. Só seguimos a quem temos total convicção, não nos enganemos. Se você não tem confiança em alguém, nunca o seguirá. Podemos até ficar por alí, ao redor, fazer parte de um determinado grupo de pessoas mas como já ouvi falar, embarcaremos no trem mas sempre estaremos segurando as malas e, na primeira estação, pulamos fora. Experimente soltar as malas...

Uma vez feita a escolha de seguir, somos colocados frente a frente com nós mesmos. O que nos vem a tona é o nosso próprio querer, os nossos desejos, e por fim, o nosso egoísmo, o "eu" primeiro... e Jesus ensina justamente o contrário, negue-se a si mesmo. Esqueça de você mesmo e comece a viver, a servir ao seu próximo. Fácil? Dificílimo! Afinal, eu não fui ensinado assim desde pequeno, meu coração sempre lacrimejou ao ver o meu próximo em necessidade, até hoje é assim, mas ainda há uma inércia dentro da minha mente a qual não me permite negar-me a mim mesomo. E aí voltamos ao Cristo, como o exemplo dele, com a força que vem dele é que espero vencer tal inércia que tanto me incomoda.

Tomar a cruz é justamente parar de pensar em nós mesmos e começar a enxergar todo a maldade e necessidade humanas ao nosso redor e fazer alguma coisa. A cruz é pesada, pode ser até humilhante aos olhos do mundo, as pessoas talvez nem entendam, mas sabemos de todo o próposito que está empregnado neste gesto e no amor de Deus para com a humanidade.

Siga-me, ou seja, faça o que eu faço, não pergunte-se porquê, apenas faça. Permita que os seus olhos enxerguem por fé e por amor através do seu coração e aí sim entenderá, verá do que verdadeiramente você é feito lá dentro do seu coração, para o que você foi realmente feito, para que você foi enviado a este mundo.

Negue-se a si mesmo... É esquecer de nossos próprios problemas e priorizar o próximo ao invés de nós mesmo e de nossa mesquinharia.




Atc.,
Paulo Costa

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